*Ângelo Bernardes
O mundo vai acabar em 2012. Ao menos esta é a previsão do calendário maia. Mas Hollywood preferiu antecipar o fim dos tempos para ontem, data da estreia mundial de 2012 (EUA, 2009), último filme do diretor Roland Emmerich sobre um cataclisma mundial que traria o apocalipse ao planeta.
Hollywood já pôs termo ao nosso planeta um cem número de vezes, e agora, o diretor de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã traz o apocalipse de volta para o centro das atenções. Aliás, no meio cristão, esse assunto desperta o interesse de três tipos de pessoas:
Há os entusiastas do fim do mundo. Estes andam alarmados todas as vezes que um novo presidente assume a Casa Branca, vivem espalhando e-mails noticiando que o decreto dominical está em vigor neste ou naquele país, e não cansam de pregar, a cada troca de papa, que “este sim, será aquele da profecia”.
Há também os comodistas. Aqueles que, tão acostumados a alarmes falsos ou à vida secular, terminam por desconsiderar os sinais a nossa volta como mera coincidência ou ficção. Creem que Cristo demorará muito, muito para voltar – “mesmo porque o tempo de Deus não é o nosso” – e pior: alguns até cogitam a possibilidade da Volta de Jesus ser apenas uma metáfora do nosso resgate espiritual.
Mas existe um terceiro grupo, que não costuma fazer previsões além do que a Bíblia lhe permite. Este grupo tem consciência de que o cerco está se fechando e observa o noticiário com preocupação, mas não se ocupa de criar teorias apocalípticas com os acontecimentos ao seu redor. Estudiosos prudentes da palavra de Deus, as pessoas deste grupo sabem que mais urgente do que o assunto da volta de Cristo é o assunto de sua preparação para este evento e/ou para a morte.
Aos dois primeiros grupos, o dia da volta de Cristo pode pegá-los de surpresa, seja pela frustração, seja pelo susto. Mas as pessoas do terceiro grupo – quer vivam para ver Cristo voltar, quer morram antes disso – possuem uma certeza: estarão com o Rei naquele dia glorioso e isso as enche de esperança e felicidade. Até porque, quando isso acontecer, não será o fim do mundo.
*Ângelo Bernardes é advogado, e na igreja de Boa Viagem é coordenador da Escola Sabatina dos Adolescentes e integrante do Ministério de Louvor


