Da ASN
Imagine um acampamento em um local fechado onde não se sabe se está chovendo ou fazendo frio lá fora. Ou, então, despreocupados com barro, répteis e insetos. Enfim, algo nunca visto antes. Foi assim que o departamento de jovens da Associação Central Sul-rio-grandense, ACSR, organizou o I Campori indoor do Brasil que aconteceu nos dias 01 a 04 de maio, na cidade de Bento Gonçalves-RS, nos pavilhões da Fenavinho. Foram dois mil e trezentos jovens participantes, sendo que 1752 ficaram acampados.
Apesar da chuva constante e dos fortes ventos, provocados por um ciclone extra-tropical, todos os 1752 jovens acampados estavam seguros e tranqüilos porque dentro dos gigantescos pavilhões com mais de 50 mil metros quadrados havia tranqüilidade e ambiente climatizado.
O tema geral do encontro foi “Vinde à Vide”, em função de que o evento aconteceu na principal região vinícola do Rio Grande do Sul. “É, também, uma alusão e exaltação à Videira verdadeira - Jesus. Ao olharmos para trás, após tanto esforço, reuniões, atividades, concluímos que Deus abençoou muito a todos aqueles que vieram com o desejo de permanecer em Cristo”, afirma o pastor Elton Bravo, líder de jovens da ACSR.
Os convidados especiais do campori foram os pastores Otimar Gonçalves (DSA), Areli Barbosa (USB), Udolci Zukowski (UEB), a cantora Rafaela Pinho, Coral dos Adolescentes do IACS, Grupo Pró-música, Banda Sândalus e quarteto Atos.
Estiveram presentes várias autoridades civis e eclesiásticas. A mais ilustre foi a do Senador da República pelo Rio Grande do Sul, Sérgio Zambiasi, que em sua saudação aos jovens utilizou-se da ilustração que estava no cenário (cestas de uvas) para dizer que “os jovens adventistas são a fruta boa da cesta e por isso precisam estar em todas as cestas da sociedade. O Brasil precisa de vocês”.
“A presença do Senador no I Campori indoor do Brasil, demonstrou uma consideração muito grande com a juventude adventista. Ele viajou de Porto Alegre à Bento Gonçalves, sob forte chuva, apenas para cumprir este compromisso”, comenta Moisés Mattos, presidente da ACSR.
O campori serviu, também, para os jovens desenvolverem projetos sociais e comunitários na cidade de Bento Gonçalves, tais como: orientação à população sobre a dengue; doação de sangue (abastecendo os bancos de sangue da cidade por 30 dias); arrecadação de 1,5t de alimentos, construção de uma nova igreja e a distribuição de 5 mil folhetos e 2200 livros “Esperança para Viver”.
Uma exposição do Museu da Bíblia, de propriedade de Erlo Köhler, ex-diretor de arte da Casa Publicadora Brasileira, foi trazida para o Campori. A exposição foi muito elogiada pelos jovens. Parte do acervo ficou exposto durante todos os dias do evento. Ao todo foram 300 volumes bíblicos divididos em 23 setores. São 100 línguas diferentes, 10 versões brasileiras, bíblias em hebraico, bíblias antigas, bíblias dos jovens e bíblias de estudo. Algumas curiosidades da exposição foram a história de Gutenberg e como ele inventou a prensa que imprimiu a Bíblia, aliás, uma réplica dessa prensa na proporção de 1:10 estava à mostra; havia também o menor livro impresso do mundo, a menor Bíblia do mundo e um Pai Nosso em alemão e outro em inglês, gravados em um pedaço de metal de 3×3mm, que podiam ser lidos apenas por um microscópio. Outro setor interessante da exposição foi o de pedras da Palestina, incluindo peças arqueológicas. Vinte e quatro painéis contavam a história do alfabeto até Moisés, através de documentos, fotos e manuscritos, inclusive. Além de tudo isso, uma amostra dos 15 perfumes citados na Bíblia encantou os participantes.
Na abertura do Campori uma Bíblia entrou e ocupou lugar de destaque no cenário. Ela havia pertencido ao pastor Léo Ranzolin, gaúcho de Vacaria e ex-departamental de jovens da Associação Geral. Aquela Bíblia foi usada por ele durante todos os anos em que esteve à frente do Ministério Jovem mundial. Esta bíblia pertence ao acervo do Museu da Bíblia e foi cedida para a abertura do campori. Foi a primeira vez que ela foi aberta, servindo ao Ministério Jovem, desde a saída do Pr. Ranzolin do departamento Jovem da Associação Geral.
Na tarde de sábado os jovens se uniram para uma atividade interessante: reescrever o livro “Mensagens aos Jovens”, na linguagem dos jovens, no menor tempo possível. Eles atingiram a marca de 13 minutos e 47 segundos. Esse livro vai ser encadernado e doado ao Centro White do UNASP. Além dessa atividade, foi realizado o programa “Fala Pastor” onde foram tratados assuntos polêmicos que envolvem o dia-a-dia do jovem adventista. De acordo com o pastor Udolci Zukowski, “este foi um momento importante servindo para os jovens presentes refletirem sobre a vida cristã e a forma como estão inseridos na sociedade”.
No encerramento do Campori aconteceu uma vigília jovem. Foram dez horas ininterruptas, divididas em sete blocos contendo sermão, momento de oração, testemunho, estudo da Bíblia e muito louvor. Além dos cantores convidados, vários Corais Jovens da ACSR se apresentaram.
A impressão que restou, após o I Campori Indoor de Jovens da ACSR, pode ser resumida na frase da médica, Dra. Francine: “Bento Gonçalves conheceu quem são os Jovens Adventistas, e ficou surpresa e muito satisfeita com o que pôde ver”.